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Showing posts from November, 2015

Vendaval da mudança?

O vendaval que destruiu a estrutura da árvore de Natal da Lagoa reacendeu animosidades de alguns cariocas. Nas redes sociais, pôde-se ver uma onda de comentários comemorando o possível cancelamento da festividade este ano, enquanto outros moradores torcem para que a árvore seja consertada a tempo do Natal.
Certamente a árvore de Natal gera movimento intenso de carros e pessoas e traz mais transtorno ao já caótico trânsito de dezembro na cidade (não que o trânsito seja bom nos demais meses...). Os moradores da Lagoa e bairros próximos têm, portanto, motivo legítimo para criticar a árvore: ela atrapalha enormemente seu ir e vir.
Por outro lado, a árvore é uma diversão gratuita, atraindo moradores de áreas mais pobres e constituindo ótimo programa familiar numa época de confraternização. Ademais, o evento movimenta bastante o comércio da orla da Lagoa (formal e informal), ocasionando receitas relevantes aos quiosques e ambulantes. O município também se beneficia, levando à rua hordas de …

Jason vive

(Este artigo foi escrito à época das demonstrações "pró-Dilma" ocorridas em 13 de março de 2015, também uma "sexta-feira 13". Na ocasião, não foi publicado. Aproveito o ensejo desta "sexta-feira 13" para postar o texto. Uma pena que as manifestações "pró-decência" tenham perdido força no ínterim e que Jason Inácio ensaie mais uma ressurreição.)


Sexta-feira 13 recheada de manifestações pró-Dilma: a bandeira reciclada e cansada do PT combina muito bem com a data. Afinal, “Sexta-feira 13” é, também, a série de filmes mais contrangedora que já foi produzida. Não só pelas infindáveis sequências, mas também pelas maneiras inverossímeis e fantasiosas pelas quais Jason ressuscita. Parece o PT.
Durante a campanha eleitoral de 2014, o PT culpou a “crise internacional” pela piora da economia. Seria aquela crise já distante de 2008-09, da qual os Estados Unidos saíram fortalecidos e com economia hoje pujante? A tal “crise” é como o Jason que nunca morre: quan…

É social!

No meio de uma séria recessão, onde a solução para o problema fiscal do país passa necessariamente por voltar a crescer o PIB, o governo enfia mais um imposto goela abaixo da classe média. O FGTS para empregados domésticos é um aborto da natureza, só mesmo uma administração irresponsável como a do PT poderia implementar uma barbaridade tamanha. E no pior momento possível.
O empregado doméstico, como o nome diz, trabalha num domicílio. O domicílio é sustentado por trabalhadores, a maioria deles assalariados de classe média. Toda vez que o governo aumenta encargos trabalhistas, achata a renda discricionária dos domicílios que empregam cozinheiras, faxineiras, jardineiros, babás e outros profissionais. No limite, a renda familiar torna-se insuficiente e o funcionário tem que ser demitido ou ficar na informalidade se quiser manter o emprego. (Isso sem falar no aumento da conta de luz, aquela que a presidente garantiu que não ia subir... pelo jeito ela não conseguiu estocar vento suficient…