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Showing posts from March, 2016

Ippon

“Não vai ter golpe”. Este é o novo brado dos petistas, dos “intelectuais” e daqueles que participam dos protestos pró-Dilma mediante pagamento e lanchinho. A própria presidente vem usando o bordão em todos os seus discursos desde que sentiu que realmente seu cargo está ameaçado por todos os flancos possíveis. 
A maior ironia é que já houve golpe. Ou melhor: golpes, no plural. E todos eles perpetrados pelo PT. Surpreso? Então o bonde da História passou e você não percebeu.
O primeiro golpe petista foi usurpar o “Bolsa Escola”, programa iniciado no governo FHC e com regra objetiva de eligibilidade: criança na escola. O PT encampou a autoria do programa, deu-lhe novo nome, alardeou o “Bolsa Família” aos quatro ventos e conferiu-lhe proporções paquidérmicas. Criou um assistencialismo sistêmico e contraproducente, desincentivando a busca pelo emprego e pela capacitação. Convenientemente, tornou os milhões de beneficiários dependentes do estado e com isso comprou seu voto nas eleições seguint…

Primeira Exibição

Nos anos 80, a porta de entrada de um filme na grade da Rede Globo era o “Primeira Exibição”. Tratava-se da sessão que ia ao ar aos sábados logo após a novela da oito, sempre trazendo um filme inédito na TV brasileira. Depois de debutar no Primeira Exibição, o filme passava a fazer parte do catálogo da Rede Globo e ocasionalmente era reprisado na Sessão da Tarde, no Corujão, ou em outros programas.
Como ocupavam um horário nobilíssimo, os filmes do Primeira Exibição eram esticados ao limite da paciência do telespectador para incluir o máximo de inserções comerciais. O filme começava na “parte 1”, mas logo no primeiro momento de maior tensão já vinha o primeiro intervalo comercial. Voltava na “parte 2” e, de novo quebrando o clímax: intervalo comercial. E assim iam seguindo “parte 3”, “parte 4”, “parte 5”. Quando o mistério ia ser desvendado quase no finzinho do filme... intervalo comercial!!?! Então, após longa espera, o filme retornava com o gerador de caracteres mostrando “parte fina…

O país dos desalmados

(Com a colaboração de Ricardo Jourdan)
A declaração do ex-presidente Lula – “não existe, neste país, alma viva mais honesta do que eu” – causou alvoroço. Os milhões de brasileiros que cansaram do PT e se enojam com o mar de lama em que nosso país está metido se revoltaram. Os aliados de Lula o enalteceram, tudo com um clima muito acalorado.
No entanto, sob a calma da lógica e da matemática, é possível demonstrar que a afirmação de Lula tem baixíssima probabilidade de ser verdadeira. Tão baixa que, estatisticamente, rejeita-se a hipótese de ela ser verdadeira.
O exercício é, na verdade, muito simples.
A hipótese implícita na afirmação de Lula é de que, dentre os mais de 200 milhões de indivíduos que residem no Brasil, não há um sequer mais honesto do que ele. Não chega a ser tão improvável como acertar a mega sena (1 chance em 650 milhões), mas está longe de ser um evento trivial – é análogo à probabilidade de acertar a mega sena com 3 apostas.
Só isso já bastaria para rejeitar a hipót…

Carta de renúncia

(Sugestão para a eventual renúncia da nossa Presidenta)

Queridos povo brasileiro e póvoa brasileira,
No meu governo, eu investigo. No meu governo não há meta, para que, depois de atingida a meta, possamos dobrar a meta. Cumpri minha missão: investigamos, prendemos e mais do que dobramos a meta de criminosos que estão com a mandioca assando. Mostra que evoluímos e, como Mulher Sapiens, fico muito orgulhosa.
Meu ciclo terminou. Como a mosquita que põe ovos, eu renuncio à Presidência da República com a certeza de que estoquei bons ventos para as gerações futuras.
Depois que a pasta de dente sai do dentifrício, ela não volta mais para dentro do dentifrício. Deixo o cargo exatamente com este sentimento: de que as investigações que meu governo começou não podem ser revertidas. Afinal, está chovendo.
Peço ao novo governo que olhe pelas crianças e pela figura oculta atrás delas. Elas são o futuro do país.